Léolo (Canadá, 1992).
Direção: Jean-Claude Lauzon.
Roteiro: Jean-Claude Lauzon.
Elenco: Maxime Collin, Ginette Reno, Denys Arcand.
Duração: 107 min.
Uma Produção Franco-Canadense de 1992, escrita e dirigida por Jean-Claude Lauzon que morreu precocemente quando preparava-se para o seu terceiro filme, devido a um acidente aéreo em 1997.
O filme conta a estória do menino Léolo (Maxime Collin), sua família, seu mundo e seus sonhos, e de sua infrutífera luta pela tentativa de manter a sanidade mental.
Criado no seio de uma família de lunáticos, pai, mãe e irmãos, ele encontra na literatura sua porta para uma vida normal, neste caso idealizada pela Itália, surge então seu alter ego: Leolo Lozone, filho de um Siciliano e nascido de uma inseminação acidental causada por um tomate.
Seus familiares torna-se seus personagens e a medida que o tempo avança um a um vão caindo de joelhos atingidos pela loucura, Léolo assiste a tudo e tenta manter-se são, habitando seu mundo, delirando em seus sonhos, enfim, vivendo sua insanidade. Léolo tenta manter-se são através de sua loucura.
E ele amadurece, em meio ao amor, a violência e ao sexo. Assistimos o seu despertar, hora imagens obscuras, frias e que transmitem medo e insegurança, ora imagens lindas, bucólicas que nos remetem a boas lembranças, assim é Léolo, uma dualidade, dois mundos, vividos por uma só pessoa. Uma poesia cinematográfica.
Estaria Léolo fadado a cumprir o destino dos seus única e exclusivamente devido a sua carga genética, ou poderia ele mudar o seu final desde que resistisse a insana convivência com com os que ama.

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